sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Fogos de artifício

Mais um ano terminou e em seus últimos momentos (e no início do novo ano) viu o estouro de
milhões toneladas de fogos de artifício ao redor do mundo. Sem falar em finais de campeonato e festas juninas. Além de incomodar animais (de estimação ou não), idosos, bebês e doentes, para que serve esse tipo de comemoração?
Provavelmente o uso da pirotecnia começou na pré-história, no continente asiático. A pólvora foi seguramente fabricada na China, há cerca de 2000 mil anos atrás. Um alquimista chinês acidentalmente misturou salitre (nitrato de potássio), enxofre, carvão e aqueceu a mistura, criando assim um pó preto, que ao ser queimado liberava fumaça e chamas. Era a pólvora, ou huo yao (fogo químico em chinês). A partir desse momento a pólvora começou a ser usada para disparar projéteis, fabricar explosivos e mudar o mundo para sempre.
Pólvora
Os fogos de artifício datam de alguns milhares de anos antes de Cristo, antes mesmo do conhecimento da pólvora. Seu início deu-se quando descobriu-se que pedaços de bambu verdes explodiam ao serem colocados na fogueira. Como os bambus crescem rápido, formavam bolsões de ar e seiva que presos dentro da planta, inchavam e explodiam com o calor.
O barulho da explosão assustava os chineses, mas logo eles passaram a jogar os caules em fogueiras durante festivais e comemorações, para espantar os maus espíritos. E depois do surgimento da pólvora, perceberam que colocando o "fogo químico" o barulho aumentava.
Antes de chegar à Europa pelas mãos de árabes e gregos, o conhecimento passou pela Índia. Na Arábia houve um grande desenvolvimento na construção dos fogos de artifício, sobretudo pela utilização de sais oxidantes de potássio serem largamente usados pelos alquimistas islâmicos.
Depois foram acrescidos magnésio e alumínio, causando brilhos e efeitos nunca antes vistos. Abaixo uma tabela com diversos elementos e cores dos fogos:
Elemento químico adicionadoCor dos fogos
SódioAmarelo
LítioVermelho
BárioVerde
PotássioAzul ou Púrpura
MagnésioBranco ou Prata
CobreAzul
EstrôncioVermelho
CálcioAmarelo
AlumínioBranco
FerroDourado
MetanolIncolor

Apesar da variedade de elementos utilizados, o princípio é o mesmo: armazenar o máximo de energia no mínimo de espaço.
Tudo parece ser muito lindo, as pessoas olham e muitas ficam boquiabertas com o espetáculo produzido, mas (sempre o mas) há problemas. Como citado no início, bebês, pessoas idosas, doentes e animais sofrem com o barulho. Alguns animais chegam a morrer com o susto por conta do barulho e inúmeros acidentes podem ocorrer.
Para evitar maiores transtornos, garanta a segurança e evite ambientes conturbados e barulhentos.
tranquilize seu animal de estimação, dando-lhe a sensação de que tudo está bem. E siga as dicas abaixo:

- Acomode os animais em ambientes em que estejam acostumados e se sintam seguros.

- Feche portas e janelas, cubra gaiolas de pássaros e verifique se os abrigos dos animais estão bem fechados.

- Evite manter muitos animais em um mesmo abrigo, especialmente cães, para que não haja brigas. 

- Evite deixá-los amarrados para não provocar enforcamento.

- Acostume aos poucos os animais ao barulho, levando-os para perto da TV ou do rádio. Aumente o som devagar. Assim, ele não será surpreendido de forma inesperada com o barulho dos fogos.

- Em casos extremos, alguns veterinários indicam o uso de tampões de algodão nos ouvidos. Nesse caso, é preciso atenção ao tamanho desses tampões, para que não entrem no duto auditivo do animal.

- Nunca medique o animal sem orientação do veterinário.

Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fogos_de_artif%C3%ADcio
http://www.pea.org.br/cuidados/fogos.htm
http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia2.php?id=243979


sábado, 12 de dezembro de 2015

Marcelo, o diabético

Na UTI
Depois de um longo e tenebroso inverno e uma molhada primavera, estou de volta. E com um assunto chato (para ser educado): a diabete.
Descobri ser diabético de um jeito horrível, indo para o hospital com hiperglicemia. Dia 18 de novembro foi "O" dia, mal me lembro do que aconteceu, mas vamos aos fatos. Peço desculpas às pessoas que me ajudaram e que não lembro, mas que também agradeço por toda ajuda que me prestaram.
O dia começou na correria (como sempre até ali). Acordei 4:10h, praticamente de um pulo na cama. Segundo minha esposa, já reclamei de tontura (não lembro disso), mas aparentemente seria o cansaço. Devo ter comido algo rápido e tomado um copo de Coca zero, por que é o que eu fazia normalmente. Saí de casa e fui para o ponto, porque depois do assalto no início do ano parei de ir a pé para a estação de trem (adeus caminhadas matinais). Em julho decidi mudar o caminho, indo de ônibus até o Jabaquara e de lá pelo metrô. Pois bem, o que lembro é que comecei a me sentir mal no ônibus, com enjôo e uma leve ânsia de vômito. Comecei a suar e pensei que pudesse ser algo que havia comido na janta. E que talvez melhorasse no metrô, porque o ônibus chacoalha muito (para quem não sabe, as ruas de São Paulo são tremendamente esburacadas).
São Francisco e eu no jardim do hospital
A memória seguinte já é no metrô, ainda suando e com ânsia. Na estação Santa Cruz ia 'chamar o Hugo', mas consegui segurar e ali percebi que a coisa estava mais séria do que imaginava. Comecei a torcer para chegar logo ao trabalho ... quem sabe lá eu melhoraria.
Desci na estação Ana Rosa, subi as escadas rolantes e desci as fixas da linha verde (não sei como consegui, tonto como estava). No trajeto da linha verde passei mal mais duas vezes. Ao sair na estação Consolação, andando em frente ao Center 3, não consegui mais segurar e sujei a rua (e acho que a roupa). Cheguei ao prédio onde trabalho, muito mal ... abri a sala onde trabalho e deixando a mochila na entrada, corri para o banheiro, onde continuei colocando tudo para fora.
Minutos depois chegaram as moças da faxina e a copeira e quando viram minha situação, ficaram desesperadas. Lembro que elas falavam comigo, mas eu não conseguia entender ... depois disso lembro que chegaram alguns colegas (lembro do Álvaro e de ter ouvido outras vozes) que falaram para chamar o bombeiro. A memória seguinte foi a de estar saindo do prédio em uma cadeira de rodas, com o Álvaro à porta de um táxi e alguém comentando que a Maíra estava logo atrás chamando para me levar ao hospital.
Carpas
Não sei em que banco do táxi sentei, nem o trajeto. A informação obtida depois é que fui no banco da frente, o Álvaro amarrou o cinto de segurança, o taxista desceu a Frei Caneca, subiu a Peixoto Gomide e seguiu pela Paulista. E que reclamei que ia vomitar, mas não aconteceu.
Depois disso lembro de ter acordado (pensei que na UTI, mas ainda era no PS. Estava com o acesso no braço esquerdo, alguém colhendo sangue no braço direito e falei algo com o Álvaro, que foi responsável por mim até a chegada da minha esposa.
Sei que fiz uma tomografia e tomei contraste (lembrança bem vaga). Fiquei sabendo que vomitei no hospital e reclamei que sujei a roupa. Que liguei para a esposa e ela não entendi o que eu falava, então passei o celular para o Álvaro e ele explicou o ocorrido para ela.
Não sei que horas eram, nem que horas ela chegou. Ela explicou tudo para meu pai e ele foi para o Hospital Santa Catarina com minha mãe. Sei que pedi desculpas por ter sujado a roupa.
Não preciso dizer que a UTI é um lugar opressivo. Não ajuda nada acordar com tubos no nariz, acesso no braço, enfermeiros furando seu dedo o tempo todo e injetando insulina na barriga. Meu medo de agulha aflorou com tudo na primeira vez em que foram injetar insulina e eu estava consciente. Mas foi a única vez. Depois disso ficava um pouco tenso, não queria ver, mas nada de pânico. Isso era quarta-feira ainda.
No final da tarde de quinta-feira fui para um quarto fora da UTI. Foi muito bom ter mais liberdade, pude andar pelos corredores. Até fui ao térreo, à noite.
Na sexta-feira consegui ir até o presépio (à noite), que fica na Paulista. Que momento de felicidade. Durante o dia fui acompanhado da esposa até o jardim do hospital, local lindo, de paz. E esse passeio se repetiu sábado e domingo (22), dia em que finalmente recebi alta. Fui embora com minha esposa e meus pais, passei no mercado e desde então apenas produtos light, diet e zero açúcar participam da minha vida.
Achei que seria mais fácil mudar minha cabeça que minha barriga. Que sentiria falta de coxinha, pizza, churrasco, cerveja, chopp, hamburguer ... mas até o momento sinto-me muito bem com minha salada, arroz integral, geleia light e afins. Complicado é mudar a cabeça, mas creio estar sendo bem sucedido. Manter a calma e criar uma disciplina são os objetivos.
Quando cheguei no hospital a primeira medição foi de 360. Atingi um pico de 370 lá, mas aos poucos ela vem baixando. Em casa já consegui várias entre 110 e 120 e a média hoje gira em torno de 130 (e baixando).
Com disciplina, força e foco, estou me alimentando de acordo, com intervalos regulares e não muito grandes (de 3 em 3 horas). Fazendo caminhadas diárias, leitura, brincando com meus animais de estimação (a quem carinhosamente chamo de "Turminha").
Tem um sabiá-laranjeira na árvore.
Imprescindível a participação de minha esposa, que sofreu demais com meu período no hospital e ainda sofre (mesmo sem ficar falando). Muito importante também meus amigos e colegas, que tem se preocupado e muitos tem se cuidado (alguns começaram agora, outros estão mais atentos).
Bom, essa é mais uma chance que tenho na vida, segundo minhas contas estou na versão 5.0. Tive mais chances que muitas pessoas e agradeço por isso. A ideia agora é parar de trabalho para o anjo da guarda (coitado, como sofre) e respeitar meus limites. A culpa é toda minha por querer viver como se não houvesse amanhã e agora terei que pagar a conta. Tenho plena consciência disso e aceitei que minha vida mudou.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Maioridade penal

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Joli, meu lindo tonquinês

Joli, quando chegou

Hoje perdi um pedaço da minha alma. Meu pequeno Joli, um verdadeiro anjinho se foi. Eram 6h da manhã e nesse momento eu atravessava a Avenida Paulista, chegando ao serviço. As lágrimas começaram a descer, sem controle, do nada. Teria o anjinho passado por mim e miado, como se dissesse "estou indo, muito obrigado"?
Alguém pode dizer "oras, é apenas um gato, você tem mais três". Sim, era um gato, mas nunca "apenas". E cada um deles tem uma personalidade diferente. Em comum, todos estão estranhando a falta do irmão. A Kate e a Sophie também. A casa ficou vazia. A cadeira ao meu lado da cama, onde ele gostava de se ajeitar, ficará vazia. Ele gostava de deitar nas minhas pernas, ou encostadinho em mim. A partir de hoje, nada mais.
Meu tonquinês
A perda foi grande, me abateu. Éramos muito ligados, o pequeno sempre me procurava. Quando foi castrado ele veio atrás de mim, ainda usando uma fraldinha para proteger os pontos. O danadinho fugiu três vezes, mas sempre veio para mim, querendo proteção.
Ontem (06/05) ele estava muito mal. Achei que morreria no meu colo. Chorei demais, conversei com ele, que respondia com pequenos miados. Com sua luta pela vida, levamos o pequeno à clínica, onde seria tratado e esperávamos que tivesse alta em 08/05. Infelizmente ele não resistiu. No fim, fomos em três para a clínica. Voltamos dois.
Petit e Joli
Dizem que você cumpriu seu papel, anjinho. Não acredito, ainda preciso de você. Seus irmãos e irmãs sentem sua falta, a casa não é a mesma sem você. Para todo lugar que olho, vem uma lembrança. Seus brinquedos preferidos, seu local de dormir. Na volta para casa hoje passamos pela pracinha onde paramos para te ajeitar na bolsa de transporte. Lembro-me de sua chegada em casa, se divertindo com os brinquedos do Petit, nem ligando para o fato dele estar bravo. E seu jeito peculiar de beber água: fazendo conchinha com a mãozinha e lambendo a água.
Aliás, com o Petit é um capítulo a parte. Sempre chamei os dois de “melhores amiguinhos”. Ambos foram para Brasília e voltaram com mais um integrante na família. Nas suas brincadeiras com o Petit, a Kate te protegia. Você era adorado por todos, inclusive pelas visitas.
Meu Joli!!!
Danadinho ... combinamos que você ia melhorar e brincar bastante. Pedi para você não partir sem eu estar perto. Não consegui me despedir de você direito, queria ter sido um ‘pai’ melhor. Trocaria tudo que tenho para ter você comigo, saudável. Agora é tarde, procurei fazer tudo por você e obviamente não foi suficiente. Falhei.
Desculpa não ter sido melhor e obrigado por tudo que fez por mim. Nunca nesta vida conseguiria pagar o bem que você me fez. Não sei quando irei melhorar, como ficarei daqui para frente. Meu principezinho de olhos azuis, meu malandrinho. Ter você bem aqui em casa é tudo que desejo. Mas é algo que não terei.
Te amo meu lindinho. Jamais te esquecerei!!!!
Adeus!
Ou melhor ... até breve!!